terça-feira, 16 de junho de 2015

Aha Moment

(... é aquele momento de clarividência, precioso e límpido, em que vês a verdade a imergir das tuas profundezas - cheia de significado, atordoante e incisiva).

Tenho 36 anos, uma gata e 90,5 quilos. A minha altura e peso, embaralhados numa célebre fracção, revelam um Índice de Massa Corporal de 31.5, o que me encaixa de forma folgada na gaveta da Obesidade de Grau I.




Não há como tapar o sol com a peneira, ou com uma túnica bem comprida e floral. Como diria a Witney do "My Big Fat Fabolous Life": "Não sou fofinha, não sou cheiinha. Sou gorda!".


Escrevo isto no decorrer de uma dieta. Na verdade, já não tenho 90,5 Kg mas 89. Decorrida que está uma semana perdi 1,5 kg. Não obstante, sinto-me triste, apática e sem energia - à beira (à beirinha mesmo) de desistir e mergulhar numa taça de gelado, numa panela de massa branca, ou...no que me aparecer à frente e se pareça levemente com um hidrato de carbono.




O meu Aha moment não foi descobrir nem assumir que estou gorda. 

O meu Aha moment foi constatar que as dietas não estão a resultar.  "A dieta ideal é aquela que consegues manter", mas ando a ano-luz disso. 

Sou uma comum mortal. Falível. Vivo num mundo que me cerca de tentações e me bombardeia com informação constante cada vez mais contraditória.

Sou uma comum mortal, cedo a tentações, esqueço convicções... Sou movida por hormonas, por estados anímicos e pulsões.

Sou uma comum mortal mas não quero sentir-me vexada e limitada, enchouriçada e desconfortável num corpo que sem esperar se tornou no meu. Não quero ver a minha saúde e qualidade de vida comprometidas por algo que só eu posso controlar.

Esta é a luta, este é o desafio. Encontrar a minha dieta: a que me nutre e preenche; com alimentos que gosto e que me dão prazer; feita à minha medida, por mim e para mim. 

Só eu posso encontrar esse caminho de equilíbrio; um trilho para seguir, confiante e segura, num mundo cheio de vozes e bifurcações:

Porque aos comuns mortais também estão 

reservadas coisas extraordinárias!



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